As redes sociais existem há muitos anos, antes mesmo de existir Internet "residencial". Pessoas com interesses comuns / ideais restritos juntavam-se em espaços para conviver. Desde clubes do charuto, clubes do bigode e outras coisas assim do género (um bocado parvas, diga-se).
Hoje, quando se fala em redes sociais, automaticamente se pensa nas redes sociais online: Hi5, mySpace, Orkut, Twitter (?) e, claro, o mediático Facebook. A popularidade deste tipo de sites é de tal forma grande que a sua finalidade de simples socialização extravasou para o campo do profissional e do comercial. ... trata-se de marcar uma posição online e/ou manter uma identidade virtual.
Até aqui parece tudo normal. Então porquê levantar a hipótese de haver perigos na utilização das redes sociais? Pois bem, do meu ponto de vista as redes sociais não apresentam quaisquer riscos só por si. O problema surge com a utilização que lhes é dada. Muitas vezes as pessoas "refugiam-se" atrás de um monitor e "transformam-se" radicalmente, criando um fosso enorme entre as suas identidades real e virtual.
Este é um tema que costumo abordar todos os anos, em todas as turmas, umas vezes porque faz parte dos conteúdos, outras vezes de maneira mais informal por considerar um assunto importantíssimo, principalmente para os jovens. E começo por perguntar aos meus alunos se têm perfil no Facebook. É claro que a maioria levanta o bracinho (mesmo nas turmas dos mais pequenotes, que nem sequer têm a idade mínima para criação de um perfil no Facebook) e imediatamente a seguir escolho um aluno ao acaso para lhe fazer a seguinte pergunta: "eras capaz de imprimir tudo, tudo o que tens no teu perfil, inclusivamente fotos, e afixar ali na entrada da escola?". A resposta é imediata: "não pssor!"
A maioria diz não ter nada de mal nos seus perfis mas que são coisas pessoais e não querem que toda a gente as veja ... lá está, o tal "refúgio" (absurdo e errado por sinal) atrás do monitor. Alguns dos alunos estão cientes e utilizam os mecanismos de privacidade que a maioria das redes sociais fornecem. Explico-lhes que esses mecanismos são bons e devem ser utilizados, mas que são facilmente falíveis (e nem é preciso ser nenhum hacker ou nerd da informática). Fica um breve silêncio na sala de aula, alguns desconfiam e pedem-me para lhes mostrar, mas eu termino mostrando alguns vídeos de sensibilização.
Não é fácil encontrar vídeos deste género em português mas hoje "encalhei" com um que acho muito bom, pelo que o partilho aqui. O vídeo, da autoria da Toshiba, aborda boas e más práticas na utilização das redes sociais.
É o básico que devemos fazer e, de uma maneira ou outra, quase todos já o sabemos mas às vezes teimamos em esquecer-nos.

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