Os bebés e a lua

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Segundo os "antigos", a lua é um factor que está directamente relacionado com a vida de um bebé. Digamos que a lua está para os bebés, tal como o óleo está para as batatas fritas.

Há dias descobri que a minha filha está com a lua: ela sorriu enquanto dormia. Para que este flagelo da humanidade não atormente a vida de mais bebés, deixo aqui algumas lições para futuros pais:
  • Lição n.º 1: é a lua que decide quando é que um bebé nasce. Sim, sim, aquela história das 40 semanas que todos os obstetras contam é uma treta, pois um bebé só nasce quando faz as 9 luas ... e mais nada!
  • Lição n.º 2: não se pode estender a roupa do bebé à noite. Porquê? Óbvio, porque o bebé depois fica com a lua. E o que é isso de ficar com a lua? Mais óbvio ainda, ficar com a lua é ficar com a lua, pronto.
  • Lição n.º 3: se o bebé esboçar um sorriso enquanto dorme então já não há nada a fazer porque ele já está com a lua.
P.S. Se alguém souber o que significa estar com a lua, por favor deixem um comentário a explicá-lo.

Windows vs. Linux

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Sim, sim, eu sei ... isto é um assunto que já está mais que batido em milhares de fóruns espalhados pela Internet, mas aqui fica a minha modesta visão sobre o assunto.

Esquecendo os tempos "áureos" do ZX Spectrum +, a minha experiência com computadores começou, tal como a maioria das pessoas, com a utilização do Windows (3.1 mais concretamente) e sempre fui um utilizador de produtos Microsoft.

A primeira vez que tomei contacto com o Linux foi à cerca de dez anos atrás e não fiquei nada impressionado ... pelo contrário. Naquela altura, qualquer coisa tão simples como ter um rato a funcionar, um teclado configurado para português ou um interface gráfico, era uma verdadeira aventura. Entre Red Hat's, Suse's e Mandrake's (distribuições mais populares desse tempo) o grau de dificuldade de utilização era mais ou menos o mesmo, ou seja, muito complicado.

Ainda assim e por necessidade, vi-me obrigado a continuar a utilizar o Linux e, à medida que assistia à sua evolução, a minha opinião foi mudando. A instalação deste sistema operativo tornou-se muito mais simples, a detecção do hardware mais "transparente", surgiram os live-cd's, foram criadas muitas distribuições (incluíndo as portuguesas Caixa Mágica e Alinex), outras foram extintas e outras foram fundidas.

No fim-de-semana passado decidi montar uma espécie de media center para a minha sala. Como a minha mulher "devora" filmes/séries e como tinha um computador antigo que já não utilizava, lembrei-me que poderia prepará-lo para ligar à TV da sala e assim facilitar o processo de ... enfim, como hei de chamar-lhe ... descarregamento de conteúdos cinematográficos e televisivos a partir da Internet (aka sacanço da net). Além disso, com este media center poderia juntar os dois discos externos e o iPod que temos num único computador, aumentando o espaço de armazenamento para esses conteúdos.
Liguei o computadorzinho na sala, meti o cd do Windows XP, arranquei, instalei e depois era só meter um anti-vírus, uns codecs, actualizar o Windows e mais uma coisa ou outra. Mas este processo que seria simples, tornou-se num pesadelo: o Windows não reconhecia um disco externo, demorava uma eternidade para transferir ficheiros no outro disco, a imagem soluçava a reproduzir vídeos, etc. Fiz as actualizações todas, instalei os drivers mais recentes, corri uma série de fóruns em busca de soluções, abri o computador, troquei memórias, discos, cabos ... enfim perdi o fim-de-semana quase todo e nada. No Domingo à noite, quando estava quase a desistir pensando que seria o computador que já não estava grande coisa, lembrei-me de arrancá-lo com um cd do Ubuntu que tinha ali "perdido" na bolsa dos cd's. O resultado foi surpreendente: tudo funcionou perfeitamente, sem necessidade de instalar quaisquer drivers. Os discos foram detectados, a transferência de ficheiros rápida, a reprodução de vídeos sem problemas ... tudo isto de forma leve sem que o computador se arraste.

Neste momento estou rendido ao Ubuntu e, se de início não fiquei nada impressionado com o Linux, neste momento considero que esta distribuição é uma séria alternativa ao Windows, seja ele XP ou Vista.

Dou por mim tentado a instalar o Ubuntu no meu portátil. Porque é que ainda não o fiz? Pois ... nesta profissão de professor de informática de uma escola em que 100% do software utilizado é Microsoft e na qual existem dezenas de "pedidos de socorro" por dia, vejo-me obrigado a continuar a usar o Windows.

Só para concluir, se o Linux já é fácil de utilizar, substitui perfeitamente o Windows e ainda por cima é completamente gratuito, porque é que não é largamente utilizado? A resposta é fácil: resistência à mudança :|

O Midjor di Tarraxinha

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Depois do kizomba e do funaná, eis que surge mais um óptimo género musical que em muito vem enriquecer a nossa cultura.

Foi através do anuncio televisivo do CD "O Midjor di Tarraxinha" que tomei conhecimento da existência deste tipo de música e não é só por não o apreciar que escrevo este post. É porque todo o processo de publicidade do CD é ridiculo. Não? Vejamos:
  1. Começamos pelo nome: "O Midjor di Tarraxinha". "O Melhor de Tarraxinha"? Naaa, muito fraco. "Grandes Exitos de Tarraxinha"? Naaa, ainda mais fraco. "O Midjor di Tarraxinha" é que é! Como é que isto se chamaria em Inglaterra? "The Biest ofi Tarraxinha"???
  2. Passando para os artistas que compõem o álbum, não posso deixar de destacar o Katinga MC ... isto é que é um belo nome artístico para cativar fãs ... qualquer coisa como "transpiração malcheirosa MC" ... espetáculo. Ah, reparem no pormenor do Katinga com K, o que revela que este MC teve o cuidado de se actualizar para a linguagem SMS.
  3. Continuando nos artistas que compõem o álbum, temos o Joyce. O Joyce deve ser mesmo bom nestas coisas do Tarraxinha. É que aparece logo duas vezes em destaque na capa do CD (apesar de só ter uma música).
  4. Para variar, mais um artista: o Nelson Fretas que nas costas do CD já vem escrito com "i", ou seja, Nelson Freitas.

Tarraxinha nem sequer consta na Wikipedia. Kizomba e funaná sim mas tarraxinha nada. Que lacuna da Wikipedia.

Com certeza ainda haveria mais para falar sobre este assunto mas é "midjor" ficar por aqui :S